Estudo da USP mostra que é possível melhorar funções cognitivas e psicólogicas em idosos, sem o uso de medicamentos

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Saúde 11/05/2026

Estudo da USP mostra que é possível melhorar funções cognitivas e psicólogicas em idosos, sem o uso de medicamentos

Pesquisa publicada em revista científica internacional avaliou mais de 200 participantes e aponta efeitos positivos em funções executivas e memória. 

Frágil, incapaz, ranzinza e “esquecido” são estereóticos do idoso que ainda fazem perpetuar o etarismo, mas a nova tendência de viver com autonomia, bom humor e qualidade de vida ao envelhecer está começando a romper paradigmas. Isso tanto é possível que um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Medicina da USP (FMUSP) comprovou a eficácia da estimulação cognitiva para melhorar funções do cérebro que costumam ser as mais comprometidas nesse processo. 

A pesquisa foi publicada recentemente pela revista científica International Psychogeriatrics: publicação de reconhecimento global. Os resultados do estudo, realizado com 207 pessoas entre 65 e 80 anos, revelaram melhoras significativas em funções executivas, memória e também em sintomas de depressão, doença que acomete cerca de 15% desta população no Brasil (IBGE). Estudos anteriores também concluíram que o treinamento cognitivo multidomínio em pequenos grupos promoveu ganhos significativos na fluência verbal ao longo do tempo, habilidade importante para manter a inclusão dos idosos em sociedade.  

Ao longo de 18 meses, os participantes do estudo fizeram atividades do método Supera de Estimulação Cognitiva, que inclui exercícios de raciocínio lógico com o ábaco; jogos de tabuleiro e dinâmicas de grupos. O treinamento foi avaliado por tipo de pesquisa randomizado dentro da própria univerdade de SP. 

“Os resultados são encorajadores, pois mostraram não só um desempenho cognitivo geral mais alto para quem treinou, em relação aos grupos de controle. Importante ressaltar também que o estudo foi feito sem intervenção farmacológica”, afirma a Dra. Thais Bento, gerontóloga e doutora em Neurologia pela USP.  

Segundo ela, a pesquisa mostrou que a estimulação congitiva é um dos recursos comprovados de promoção do envelhecimento. A população de pessoas idosas vem crescendo no BrasilElas quererm ser ativas e protagonistas, contrriando os esterióticos da atualidade. 

O método Supera, idealizado pelo engenheiro do ITA Antônio Carlos Guarini Perpétuo, foi criado há duas décadas e hoje tem mais de 250 centros de estimulação cognitiva no Brasil. Mais de 80% dos alunos do método são idosos, em sua maioria, pessoas curiosas, com desejo de aprender, trabalhar e se desenvolver. Eles buscam manter suas funções cognitivas de forma saudável e preventiva, antes de apresentarem demências.  

O que é o Supera?  

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.  

por: Redação BRZ Content
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